A RAIZ
Cinesia significa movimento ou a capacidade de se movimentar.
E foi exatamente nesse momento que tudo começou.
Este projeto nasceu durante uma viagem, feita de tempo, liberdade e descoberta. De alguém inquieta, com vontade de explorar, sem um lugar fixo e sem saber exatamente onde iria parar. No meio desse caminho, surgiu a necessidade de criar e também de encontrar uma forma simples de sustentar essa vida em movimento. Foi aí que começaram os primeiros colares em macramé, feitos com as mãos e levados pelos que encontrei pelo caminho.
Mas como tudo o que se move, também este projeto se transformou.
A viagem que o fez nascer acabou por me trazer de volta às origens, não já pelo mundo, mas por dentro do fazer. Lisboa tornou-se ponto de pausa e de aprofundamento, onde explorei novas técnicas e outros caminhos dentro da joalharia.
Cinesia começou com fios, com nós e com moedas antigas encontradas pelo caminho. Com o tempo, ganhou peso e matéria: latão, cobre, prata. Ainda assim, nunca perdeu o seu eixo: o movimento.
Porque o processo criativo não parte de um conceito fechado, mas de um olhar atento pelo mundo. Das texturas da natureza, do mar, dos detalhes que passam despercebidos. Cada peça nasce desse encontro entre o que vejo, o que sinto e o que as mãos vão descobrindo enquanto criam, por vezes sem saber exatamente onde vão chegar.
Cinesia é também isso: o movimento das mãos que trabalham, que experimentam, que erram e que encontram.
Hoje, continua a ser sobre o caminho, sobre o que me trouxe até aqui, mas também sobre o que ainda está por vir. Um projeto em constante transformação, que cresce com liberdade, ao seu próprio ritmo.